Quem pode ser o candidato de Jair Bolsonaro caso Flávio Bolsonaro desista de uma futura corrida presidencial? Essa pergunta começou a circular com força nos bastidores de Brasília depois do áudio divulgado envolvendo o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro. A crise reacendeu a disputa silenciosa dentro da direita brasileira sobre quem teria capacidade para herdar o eleitorado bolsonarista numa eleição nacional.
Nos bastidores do PL, alguns aliados já admitem reservadamente que o escândalo pode ter criado um desgaste difícil de controlar. Integrantes do campo conservador afirmam que bolsonaristas já veem estrago na candidatura de Flávio, principalmente pela repercussão negativa do áudio e pela ligação do caso com discussões sobre influência política e interesses económicos. Mesmo entre apoiantes do ex-presidente, existe receio de que o episódio continue a crescer nas próximas semanas.
O nome que mais ganhou espaço nas últimas horas foi o de Michelle Bolsonaro. Segundo apuração da CNN Brasil, aliados próximos de Bolsonaro acreditam que Michelle poderia entrar numa disputa presidencial com menos rejeição do que os filhos do ex-presidente e com forte apoio do eleitorado evangélico. Dentro do partido, alguns dirigentes acreditam que ela teria capacidade para manter unido o eleitorado conservador sem carregar parte do desgaste político acumulado pela família Bolsonaro nos últimos meses.
Outro nome visto como forte dentro da direita é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Apesar de tentar manter uma imagem mais técnica e moderada, Tarcísio continua ligado politicamente ao bolsonarismo e é visto por empresários e partidos do centrão como um candidato competitivo numa eventual disputa presidencial.
No Paraná, Ratinho Júnior também aparece como alternativa possível para unir a direita tradicional com um discurso menos radical. Já entre os apoiantes mais fiéis de Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro continua influente, principalmente nas redes sociais e junto da ala mais ideológica do movimento.
Outro nome que começa a ganhar atenção é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Apesar de tentar posicionar-se como uma espécie de terceira via da direita, Caiado mantém várias bandeiras conservadoras próximas do bolsonarismo, sobretudo nas áreas da segurança pública e do agronegócio. Nos bastidores, aliados acreditam que ele tenta construir uma candidatura capaz de atrair tanto bolsonaristas mais moderados como eleitores cansados da polarização entre Lula e Bolsonaro.
Enquanto o futuro político de Flávio Bolsonaro fica cada vez mais pressionado pelo escândalo do áudio, a direita brasileira já começou a movimentar peças nos bastidores para evitar um vazio de liderança em 2026.

















