A Polícia Judiciária (PJ) realizou na manhã desta quinta-feira, dia 14, buscas na residência de Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, no âmbito de uma investigação por suspeitas de corrupção em concursos de aluguer de helicópteros para o combate a incêndios rurais, avança o NOW. As buscas abrangem também empresas e pessoas ligadas ao empresário, bem como o pai, José Filomeno Machado, e um advogado, Carlos Carvalho e Cruz.

Ricardo Leitão Machado é proprietário da Gesticopter, empresa que ganhou concursos públicos nessa área. A Judiciária suspeita que o empresário controlava a sociedade antes da sua entrada formal no capital, através da aquisição de outra empresa que a detinha, a Gestifly.

Esta é a segunda fase da investigação, conhecida como 'Operação Torre de Controlo', depois de uma primeira vaga de buscas em Março de 2025. Em comunicado, a PJ referiu estar em causa uma “complexa relação” entre várias sociedades comerciais que terão controlado a participação em concursos públicos no valor de cerca de 100 milhões de euros, com o alegado objetivo de criar carência de meios aéreos do Estado para forçar a contratação posterior a preços mais elevados. O DCIAP constituiu arguidas sete pessoas singulares e cinco empresas.

O empresário já viu o seu nome envolvido em várias investigações. O Ministério Público (MP) angolano queria constituir Ricardo Leitão Machado arguido por suspeitas de burla qualificada em negócios realizados em Angola, segundo a Sábado.