Milhares de estudantes, professores, sindicalistas e movimentos sociais tomaram as ruas de São Paulo nesta quarta-feira, dia 20, num dos maiores protestos contra o governador, Tarcísio de Freitas, desde o início do mandato. A marcha começou no Largo da Batata, em Pinheiros, e seguiu até as proximidades do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

O ato reuniu estudantes da USP, Unesp e Unicamp, além de trabalhadores ligados à educação e sindicatos de diferentes categorias. Com bandeiras, tambores e palavras de ordem, os manifestantes criticaram as políticas do governo paulista para as universidades públicas, as privatizações e a atuação da Polícia Militar.

Durante a manifestação, um boneco e uma cabeça representando Tarcísio foram incendiados pelos participantes, em meio a gritos contra o governador. Apostilas criticadas pelos estudantes também foram queimadas durante o protesto.

Os organizadores afirmaram que cerca de 30 mil pessoas participaram da marcha. O clima ficou tenso em alguns momentos, sobretudo próximo ao limite imposto pela Polícia Militar nas imediações do Palácio dos Bandeirantes. Houve forte presença do Batalhão de Choque e relatos de empurrões e confusão durante o trajecto.

As reivindicações incluem mais investimentos nas universidades estaduais, melhoria na permanência estudantil, aumento dos auxílios universitários, reforço na moradia estudantil e oposição às privatizações em setores considerados essenciais.

O protesto acontece a meio da greve estudantil que afeta dezenas de cursos da USP e da Unesp, desde abril. Os estudantes acusam o governo estadual de falta de diálogo e criticam operações policiais realizadas dentro da Universidade de São Paulo nas últimas semanas.

Imagens: IG/metropoles