É um novo método para prever resultados eleitorais na segunda volta das eleições, apresentado por Dalson Figueiredo e por Ernani Carvalho, em exclusivo no 24Horas.
Os dois investigadores da Universidade Federal de Pernambuco desenvolveram um modelo matemático que usa a distância ideológica para perceber o destino dos votos dos eleitores que, na primeira volta, optaram por candidatos que não passaram à segunda volta. “O princípio teórico é simples: quanto mais perto ideologicamente um eleitor está de um candidato, maior a probabilidade de votar nele. É o mesmo que acontece fora da política. Quem frequenta um restaurante vegetariano tende a preferir outro restaurante parecido, não uma churrascaria. Na política, funciona de forma semelhante. Um eleitor de esquerda tende a preferir outro candidato de esquerda, mesmo que não seja o seu favorito original”, referem os responsáveis no artigo publicado no 24Horas.
Assim, o modelo indica que Seguro terá, na segunda volta, entre 57,8% e 62,1% dos votos e André Ventura 37,9% e 42,2%. O intervalo na votação de cada candidato é justificado pelo facto de Gouveia e Melo ter sido um candidato independente.
Como é que os investigadores chegaram a estes valores? Depois ter em conta os resultados da primeira volta (António José Seguro com 31,12% e André Ventura com 23,52%), “o modelo olha para todos os candidatos eliminados e faz a seguinte pergunta: este eleitorado está mais perto do PS ou mais perto do Chega? A resposta não é ‘sim’ ou ‘não’. É uma proporção. Se um partido está muito próximo do PS e muito distante do Chega, a maior parte de seus votos tende a migrar para o PS. Se está no meio do caminho, os votos se dividem. Se está claramente mais próximo do Chega, a migração se inverte”, apontam no artigo publicado no 24Horas.
Em entrevista, Dalson Figueiredo e Ernani Carvalho apresentam mais pormenores.

















