A segunda sessão do julgamento de José Castelo Branco, de 63 anos, começou esta terça-feira, 22, no Tribunal de Cascais, num dia marcado pelos depoimentos de várias testemunhas da acusação. O socialite, acusado de violência doméstica contra Betty Grafstein (97), está a acompanhar a audiência por videochamada, enquanto a mulher não está presente.

Durante a manhã, foram ouvidas três testemunhas ligadas à área da saúde. Uma das médicas terá contrariado diretamente a versão apresentada pela defesa, considerando que os ferimentos e os sintomas de Betty Grafstein não seriam compatíveis com uma queda acidental.

Segundo o depoimento, as lesões observadas poderiam antes estar relacionadas com um empurrão. A profissional de saúde contestou também a versão de José Castelo Branco relativamente à antiguidade da fratura.

De acordo com a médica, o ferimento seria recente e não teria ocorrido dois meses antes. A conclusão baseou-se na ausência de sinais de calcificação no osso, que seriam esperados caso a lesão fosse mais antiga.

Ao longo da tarde de hoje, deverão ser ouvidas dez testemunhas indicadas pela acusação, entre as quais vários médicos do Hospital CUF Cascais, onde Betty Grafstein recebeu assistência.

Os advogados de José Castelo Branco apresentaram ainda um requerimento para que o relatório médico apresentado na primeira sessão seja novamente analisado. A defesa considera que o documento contém “conteúdo opinativo”.