O desaparecimento de William Neil McCasland, general reformado da Força Aérea norte‑americana e antigo comandante da base Wright‑Patterson, voltou a colocar no centro das atenções uma sucessão de mortes e desaparecimentos de cientistas ligados a programas sensíveis dos Estados Unidos. O caso, inicialmente tratado como um desaparecimento isolado, transformou‑se num enigma nacional, que alimenta teorias, suspeitas e pressões políticas.
McCasland, de 68 anos, saiu de casa no Novo México a 27 de fevereiro e nunca mais foi visto. Deixou para trás o telemóvel, a carteira e os óculos, mas levou botas de montanha e uma arma de calibre .38. A mulher, Susan McCasland, acredita que a saída foi planeada, embora não haja qualquer pista sólida sobre o seu paradeiro.
Alguns congressistas republicanos sugerem que os EUA poderão estar a ser alvo de operações clandestinas de potências rivais, numa altura de forte competição tecnológica com a China, a Rússia e o Irão. O presidente Donald Trump ordenou ao FBI que coordene esforços, entre várias agências, para analisar possíveis conexões e avaliar riscos para a segurança nacional.
Apesar do clima de suspeita, especialistas e jornalistas alertam para a falta de evidências que sustentem qualquer teoria conspiratória. Daniel Engber, editor da revista The Atlantic, classificou as especulações como “incrivelmente estúpidas”, sublinhando que os casos diferem demasiado entre si para sugerir um padrão. A polícia do condado de Bernalillo, responsável pelo caso McCasland, reforça que não há indícios de que o desaparecimento esteja relacionado com o seu trabalho militar ou com informações classificadas.

















