O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, de 54 anos, elogiou a cooperação de Portugal relativamente ao uso da Base das Lajes pelos norte-americanos: "Eles disseram que sim antes sequer de termos tocado no assunto", afirmou. O Ministério dos Negócios Estrangeiros negou a afirmação e sublinhou que o Governo português só autorizou a utilização da base militar sob determinadas condições.
À margem da visita de Marco Rubio à China, esta quinta-feira, 14, o secretário de Estado avaliou a cooperação dos países da NATO em declarações à FOX News. Criticou Espanha por não permitir o acesso de Washington às suas bases aéreas: "Quando temos parceiros da NATO que nos recusam o acesso a essas bases, quando a principal razão pela qual a NATO é benéfica para os EUA está agora a ser-nos negada por Espanha, por exemplo, então qual é o objetivo da aliança?"
Enquanto Espanha só é aliada dos EUA "quando lhe convém", defende Marco Rubio, Portugal foi "muito útil". "Sejamos justos, há países na NATO que nos foram muito úteis, como Portugal. Eles disseram 'sim' antes sequer de termos tocado no assunto."
Portugal desmente as afirmações de Rubio
O Ministério dos Negócios Estrangeiros negou, em comunicado, as declarações de Marco Rubio: "O pedido a Portugal para utilização da Base das Lajes só foi feito já depois do ataque ao Irão, sendo que o Governo português só autorizou mediante condições que foram logo tornadas públicas e que são conhecidas", esclareceu.
“A declaração do Secretário de Estado Marco Rubio não se aplica, pois, de todo a Portugal e não sabemos se se aplica a algum dos outros países a que se referiu”, lê-se.
O assunto foi falado esta manhã, durante um debate na Assembleia da República, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, reiterou que Portugal cumpriu o Direito Internacional. Os eixos estruturantes da política externa portuguesa são a União Europeia, a NATO e a CPLP, defendeu, e "esta clareza estratégica" é "crucial e imprescindível" num "sistema internacional marcado por uma enorme tensão geopolítica".
"No plano das relações externas, o Governo garante que Portugal atua e atuará sempre à luz do Direito Internacional e dos compromissos que assumiu com os seus aliados, assim como no quadro da defesa intransigente da nossa soberania nacional", argumentou.
"O Governo português continuará a agir com prudência, responsabilidade e no absoluto respeito pelos mecanismos legais aplicáveis à utilização de quaisquer forças e do território nacional", sublinhou.
















