Cerca de meia centena de pessoas manifestou-se esta sexta-feira, dia 11, junto ao novo Centro Escolar Barbosa du Bocage, em Setúbal, durante a cerimónia de inauguração presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, para assinalar o arranque do ano letivo.
Convocado pela União dos Sindicatos de Setúbal, o protesto juntou trabalhadores e professores, que exigiram a valorização da escola pública, aumentos salariais e melhores condições para docentes e pessoal não docente. Entre as palavras de ordem estiveram ainda a defesa do Serviço Nacional de Saúde e a manutenção da Segurança Social na esfera pública.
“Estamos aqui pelo aumento de salários, numa altura em que se irá discutir o Orçamento do Estado”, afirmou o coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal, Luís Leitão, à Lusa. O dirigente deixou também um recado ao Governo da AD: “Mais dinheiro para a escola privada não.” E defendeu que os recursos sejam canalizados para a valorização da escola pública. Sobre a Segurança Social, reforçou que esta “é dos trabalhadores, não é do capital”.
A falta de docentes foi outra das preocupações destacadas. Cátia Domingues, professora e dirigente da Fenprof, alertou para “um problema generalizado de falta de professores” na Grande Lisboa, Península de Setúbal e Algarve.
Para a sindicalista, as medidas anunciadas pelo Governo e pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, “não passam de cuidados paliativos” e não resolvem o problema estrutural. A solução, defendeu, passa por “valorizar a carreira e a profissão”, atraindo novos docentes e recuperando aqueles que abandonaram o ensino.
“Enquanto este Governo e este ministério não criarem condições de atratividade, não haverá professores nas escolas portuguesas”, alertou Cátia Domingues, antecipando que o problema poderá agravar-se “ano após ano”.
Crédito: @luismontenegro

















