As províncias do Huambo, Bié e Moxico, atravessadas pelo Corredor do Lobito, concentram 13 dos 45 projetos de ouro licenciados em Angola, o equivalente a 28,9 por cento do total. O país tem atualmente quatro minas em produção e 49 projetos em fase de prospeção, de acordo com dados do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.
A produção aurífera angolana foi retomada em 2018. O máximo recente ocorreu em 2022, com 76,1 quilogramas, seguindo-se uma queda para 28,5 quilos em 2023 e uma recuperação para 73,1 quilos em 2025. Entre 2019 e 2025 foram ensaiados 346,63 quilogramas, com um teor médio de pureza de 93,2 por cento. O investimento acumulado no subsetor durante sete anos é estimado em 120 milhões de dólares.
Apesar do potencial geológico, a produção permanece reduzida e enfrenta limitações como falta de eletricidade, atrasos na documentação para exportação, chuvas, recuperação técnica baixa e necessidade de combater o garimpo ilegal. A inauguração prevista de uma refinaria de ouro poderá permitir que uma parcela maior do valor seja criada no país, evitando a exportação integral do metal em bruto.
A concentração de projetos junto ao Corredor do Lobito oferece vantagens logísticas para equipamentos e exportações. O benefício económico dependerá, porém, da passagem da prospeção à produção e da integração de fornecedores e trabalhadores angolanos.

















