Luís Montenegro, de 53 anos, respondeu às declarações de Pedro Passos Coelho (62) sobre a relação do PSD com o Chega, defendendo que o partido não deve ficar condicionado pela força política liderada por André Ventura.

"Este PSD não precisa, não deve e o País não ganha nada se estiver acorrentado ao partido que está à nossa direita e que é hoje o segundo partido com representação parlamentar na Assembleia da República", disse, na segunda-feira, dia 12, durante um jantar no Porto que assinalou o primeiro aniversário da vitória de Pedro Duarte nas eleições autárquicas.

Sem mencionar diretamente Passos Coelho, Montenegro garantiu que continuará a dialogar com as diferentes forças políticas, analisando cada proposta individualmente: "Não governamos o País na base das birras, das cismas, dos complexos de ninguém." O primeiro-ministro recordou ainda que a liderança do PSD foi legitimada pelos militantes nas eleições internas e assegurou que as decisões tomadas são para cumprir "até ao fim".

A resposta surgiu depois de Passos Coelho ter defendido, numa entrevista à SIC Notícias, que o PSD deveria ter procurado um acordo de legislatura com o Chega e a Iniciativa Liberal. O antigo primeiro-ministro admitiu também ponderar um regresso à política ativa caso o partido não consiga alcançar resultados satisfatórios na governação.