A moção de censura apresentada pelo Chega contra o Governo foi chumbada esta terça-feira, dia 8, na Assembleia da República. Depois de conhecido o resultado da votação, os deputados do partido de André Ventura reagiram com gritos de "demissão" no plenário.
A iniciativa tinha como principal objetivo responsabilizar politicamente o primeiro-ministro, Luís Montenegro, pela decisão de manter Luís Neves como ministro da Administração Interna, na sequência das polémicas que têm envolvido o governante.
O desfecho da votação já era esperado. O PS tinha anunciado que se iria abster, afastando a possibilidade de a moção reunir os 116 votos necessários para provocar a queda do Governo. A iniciativa acabou, assim, por não conseguir a maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções exigida para ser aprovada.
Apesar do chumbo, os deputados do Chega fizeram questão de manifestar o descontentamento. Após a votação, levantaram-se nas bancadas e repetiram várias vezes a palavra “demissão”, num protesto dirigido ao Executivo.
José Pedro Aguiar-Branco esperou os deputados do partido de André Ventura terminarem e atirou: "Eu vou explicar porque é que eu não interrompi a sessão: porque o Chega queria que eu interrompesse a sessão para mostrar que a democracia não funciona. Comigo o Parlamento funciona, comigo o Parlamento está a funcionar sempre, sempre, nem que saia daqui à meia-noite", afirmou.

















