Luís Montenegro, de 53 anos, revelou esta sexta-feira, dia 16, que a casa da sua família foi alvo de ameaças durante os protestos pela habitação no Porto. Em declarações aos jornalistas, em Bruxelas, o chefe do Governo mostrou-se preocupado com um vídeo em que um manifestante apela à violência e sugere um ataque à sua residência.
"Precisamos, sim, descobrir o endereço da casa do primeiro-ministro e lançar um tijolo. Acabou ser pacífico. É para queimar alguma coisa, sim", afirmou um dos manifestantes, num vídeo enviado pelo Notícias ao Minuto.
Luís Montenegro confirmou ter tido acesso às imagens, que considerou preocupantes, denunciando que nelas "se faz um apelo direto à violência" e "até se ameaça diretamente a casa de habitação do primeiro-ministro e da sua família".
O chefe do Governo aproveitou ainda a ocasião para esclarecer as declarações feitas na quinta-feira, 15, negando ter acusado os manifestantes pela habitação de serem egoístas. "Dirigi-me a partidos políticos, movimentos associativos e organizações no desenvolvimento da sua ação", explicou.
Apesar das críticas, Montenegro garantiu respeitar o direito à manifestação e reconheceu as preocupações dos cidadãos relativamente à crise habitacional.
As declarações surgem depois dos confrontos entre a PSP e os manifestantes na Praça D. João I, no Porto, durante a madrugada de quinta-feira. O Movimento pela Habitação denunciou 37 feridos, dois dos quais em estado grave, enquanto as autoridades justificaram a intervenção com a resistência à retirada das tendas instaladas no local.

















