Os bancos concederam mais de 2,3 mil milhões de euros em novos empréstimos para compra de casa em julho, o valor mais elevado de sempre. O montante aumentou 166 milhões face a junho, apesar do agravamento dos juros, segundo os dados do Banco de Portugal.
Foram ainda renegociados 491 milhões de euros de crédito à habitação, menos 109 milhões do que no mês anterior. A taxa média das novas operações, incluindo renegociações, passou de 2,94% para 2,96%.
A taxa mista, que começa por um período de juro fixo e passa depois a variável, foi escolhida em 86% dos novos empréstimos. Nestes contratos, o juro médio situou-se em 2,83%, enquanto nas operações de taxa variável atingiu 3,19%.
A prestação média do conjunto dos empréstimos à habitação aumentou pelo 11.º mês consecutivo, alcançando 441 euros. São mais cinco euros do que em junho e mais 23 euros face ao final de 2025.
O crescimento do financiamento ocorre num contexto de apoios à primeira habitação para jovens até aos 35 anos, incluindo benefícios fiscais e garantia pública. Esta última permite, nos contratos elegíveis, financiar até 100% do valor do imóvel. A subida das prestações reflete tanto os contratos existentes como a entrada de novos empréstimos com custos mensais maiores.

















