Luís Montenegro, de 53 anos, aproveitou a Festa do Pontal, esta sexta-feira, dia 14, em Quarteira, para revelar novas medidas do Governo nos transportes e na energia, mas deixou por esclarecer uma das decisões mais aguardadas pelos pensionistas: se haverá este ano um novo suplemento extraordinário, entre 100 e 200 euros, à semelhança dos últimos dois anos.
Na rentrée política do PSD, o primeiro-ministro voltou a condicionar novos apoios à evolução das contas públicas. “Mal tenhamos a garantia que as finanças públicas comportam, nós continuaremos esta política de baixa do IRS e de valorização das pensões mais baixas”, afirmou, recordando mais de mil milhões de euros em aumentos regulares e perto de 800 milhões nos dois suplementos extraordinários já atribuídos.
Montenegro tinha remetido para o verão uma decisão sobre um eventual novo bónus, mas agora, perante uma vasta plateia de militantes do PSD, não desfez o tabu no Pontal, precisamente onde anunciou, em 2024, o primeiro suplemento.
Noutras áreas, houve anúncios concretos. A partir de setembro, o passe ferroviário verde, que custa 20 euros por mês, passará a abranger os comboios urbanos de Lisboa e do Porto.
Na energia, Montenegro anunciou um acordo para o Estado adquirir 13,7% da REN, participação atualmente detida pela Pontegadea Inversiones, do empresário espanhol Amancio Ortega, dono da Zara. O primeiro-ministro rejeitou que esteja em causa uma renacionalização da empresa e justificou a operação com a defesa dos interesses nacionais.
“Fazemo-lo para estar lá dentro, para salvaguardar o interesse estratégico de Portugal na sua infraestrutura elétrica.”

















