As rendas das casas poderão aumentar até 2,56% em 2027, uma subida superior à aplicada este ano. O valor resulta da estimativa rápida da inflação de agosto divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que serve de referência para determinar o coeficiente anual de atualização dos contratos de arrendamento.

Em 2026, o aumento máximo foi de 2,24%. Na prática, caso o valor seja confirmado, uma renda mensal de 500 euros poderá aumentar 12,80 euros, para 512,80 euros. Quem paga 800 euros poderá passar a desembolsar cerca de 820,48 euros, enquanto uma renda de mil euros poderá chegar aos 1025,60 euros, mais 25,60 euros por mês e 307,20 euros ao fim de um ano.

O coeficiente é calculado a partir da variação média dos últimos 12 meses do Índice de Preços no Consumidor, excluindo a habitação, referente a agosto. Os números definitivos serão divulgados pelo INE a 10 de setembro, seguindo-se a publicação do coeficiente em Diário da República.

O aumento, porém, não é automático nem obrigatório. Nos contratos abrangidos pelo mecanismo legal, o senhorio pode decidir aplicá-lo, total ou parcialmente, desde que o arrendamento tenha mais de um ano.

Para atualizar a renda, terá de comunicar a decisão ao inquilino por escrito, indicando o novo valor e o respetivo cálculo, com uma antecedência mínima de 30 dias. O coeficiente pode ainda abranger contratos antigos, anteriores a 1990.