As autoridades espanholas pediram ao WhatsApp e ao Telegram que encerrem grupos utilizados para organizar novos distúrbios em Barcelona, depois de um fim de semana marcado por confrontos com a polícia, pilhagens e destruição de estabelecimentos comerciais. Cerca de 130 pessoas foram detidas, das quais 74 são menores.

“Aquilo que vimos em Barcelona este fim de semana não é um ato de democracia, é vandalismo puro instigado a partir das redes sociais”, afirmou o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, numa mensagem publicada na rede social X.

O socialista Sánchez prometeu “tolerância zero com os violentos” e garantiu que os responsáveis responderão perante a justiça.

Segundo a responsável pela Administração Interna da Catalunha, Núria Parlon, os incidentes foram organizados através do TikTok, por contas com identidades ocultas, que encaminhavam os participantes para grupos de WhatsApp e Telegram. Nessas conversas eram divulgadas instruções sobre os locais de concentração, a forma de atuação e o vestuário, incluindo roupas pretas e rostos tapados.

Cerca de 500 jovens participaram nos tumultos de sábado, que provocaram danos no mobiliário urbano e pilhagens em perto de 30 lojas.

As autoridades alertam agora para novas convocatórias no próximo sábado e pretendem identificar os organizadores, associados à designação 'Blocus'.

A violência entrou também na campanha para as eleições antecipadas de 29 de novembro. A direita acusa o governo de passividade perante os distúrbios, enquanto a esquerda rejeita que estes episódios sejam confundidos com manifestações pacíficas.

O governo espanhol garante que a investigação prossegue e exige maior responsabilidade às plataformas digitais.