Depois dos hotéis inteligentes, chega um conceito que promete redefinir a forma como viajamos. Em 2027, vai abrir portas, na China, aquele que é apresentado como o primeiro hotel do mundo totalmente operado por robôs com Inteligência Artificial, um projeto que coloca a tecnologia no centro da experiência de hospitalidade.
A unidade hoteleira está a ser construída na West Artificial Island, uma ilha artificial integrada na ligação Shenzhen-Zhongshan Link, nas proximidades de Macau. O projeto resulta de uma parceria entre a Pudu Robotics, empresa especializada em robótica baseada em Inteligência Artificial, e a Shenzhen Culture & Tourism Industry Development, que se dedica ao desenvolvimento turístico da região.
Ao contrário de outros hotéis que recorrem à automação apenas em algumas áreas, este espaço foi pensado para funcionar através de um ecossistema totalmente integrado de robôs. Desde o check-in à entrega das refeições, passando pela limpeza dos quartos, apoio aos hóspedes e serviços de receção, praticamente todas as tarefas serão asseguradas por máquinas autónomas.
"Esta parceria representa um passo importante para a implementação em larga escala da inteligência incorporada em ambientes de hospitalidade de alto padrão", afirmou Cong Guo, cofundador da Pudu Robotics.
A implementação será faseada. Ainda este ano arrancará a instalação dos sistemas tecnológicos e, até ao final de 2026, está prevista uma fase de testes com os primeiros hóspedes. "Os primeiros hóspedes serão dos primeiros a experimentarem uma viagem de hospitalidade perfeita, impulsionada pela robótica – desde a receção automatizada e o check-in inteligente até aos serviços autónomos de entrega no quarto", revelaram as empresas.
Entre os protagonistas estará o PUDU T300, um robô capaz de transportar cargas até 300 quilos. Já os modelos PUDU CC1 Pro e PUDU MT1 serão responsáveis pela limpeza dos espaços, enquanto o BellaBot Pro servirá bebidas e interagirá com os clientes através de efeitos de voz e iluminação. O KettyBot Pro ficará encarregado da distribuição de snacks e refrescos, funcionando também como suporte de informação através do ecrã incorporado.
Mais do que um exercício tecnológico, o projeto pretende mostrar como a Inteligência Artificial poderá transformar a hotelaria de luxo nos próximos anos. Se correr como previsto, a experiência de fazer o check-in sem contacto humano poderá deixar de pertencer à ficção científica e passar a fazer parte da realidade.

















