Quando pensamos na saúde dos filhos, pensamos no pediatra, nas vacinas, nas urgências a horas improváveis. Mas há uma pergunta que raramente se faz com clareza: que proteção existe, de facto, quando algo acontece à criança?
Muitas famílias acreditam que estão cobertos quaisquer imprevistos por dois motivos: têm um seguro de saúde e pagam o seguro escolar. Só que estas são coisas diferentes, e confundi-las pode sair caro no momento errado.
O seguro escolar é, na generalidade, um seguro de acidentes. Cobre o que acontece no contexto escolar e no percurso casa-escola: uma queda no recreio, um braço partido no jogo de futebol, um dente partido. É útil e cumpre o seu papel, só que não cobre doença. Uma pneumonia, uma infeção, uma crise de asma, uma consulta de pediatria por febre persistente — nada disso entra no âmbito do seguro escolar, porque não é um acidente.
É aqui que entra o seguro de saúde. E é aqui que muitas famílias percebem, quando já é tarde, que o seguro que possuem não acompanhou o crescimento dos filhos.
As necessidades de saúde das crianças mudam depressa. Nos primeiros anos é preciso ter em conta a necessidade de consultas de rotina, vacinação e pediatria geral. Depois surgem as especialidades: oftalmologia, porque a professora notou que a criança se aproxima do quadro; ortopedia, por causa dos pés; otorrinolaringologia, pelas amigdalites repetidas; psicologia ou terapia da fala, cada vez mais frequentes.
Exames como análises, ecografias ou radiografias tornam-se comuns, e em alguns casos surge a necessidade de uma hospitalização — uma cirurgia simples, uma noite internado, uma situação que assusta a família toda.
Perante isto, vale a pena perguntar: o seguro cobre pediatria? Com que limite de consultas por ano? A rede inclui o hospital onde o pediatra assiste? Os exames estão cobertos ou ficam a cargo da família? Em caso de internamento, que valores ficam por nossa conta? A terapia da fala está incluída, e a partir de que idade?
São perguntas concretas, mas raramente feitas antes de precisarmos delas para os nossos filhos. E há ainda um erro comum: assumimos muitas vezes que, por termos seguro, a criança pode ser vista em qualquer lado. A verdade é que a rede é específica, muda a sua configuração e o especialista que acompanhava o nosso filho pode já não estar incluído.
O melhor momento para confirmar tudo isto é agora, com a criança saudável e sem pressa. Um corretor ajuda a esclarecer o seu seguro à luz da idade e das necessidades reais de cada criança, a perceber o que o seguro escolar cobre e
onde termina, e a identificar lacunas antes que se transformem em despesas inesperadas. É aqui que um profissional da SABSEG faz a diferença no acompanhamento junto das famílias. Afinal, proteger um filho é mais do que ter um seguro. É saber qual é o seguro que se tem, para quê, e até onde vai.
















