A mala está arrumada, o bilhete comprado e a sensação de descanso é quase palpável. Fechamos a porta, giramos a chave duas vezes, como fazemos sempre até por hábito, e seguimos viagem. A cabeça já está no destino, mas raramente paramos para pensar no que fica para trás. A casa vazia, entregue a si própria, torna-se, durante semanas, um alvo silencioso para imprevistos que, no verão, parecem ter um gosto especial por aparecer.

É curioso como a nossa relação com a habitação muda quando estamos de férias. Durante o ano, estamos atentos a cada ruído, ao menor sinal de infiltração chamamos o canalizador e, se um disjuntor dispara, desconfiamos logo. Só que à saída para férias, na pressa da partida, adiamos essas verificações. "Quando voltar, trato disso", pensamos. O problema é que, muitas vezes, o "isso" não espera pelo regresso.

Os sinistros mais comuns no verão têm origem no que deixámos para trás. As cargas elétricas, por exemplo, são uma grande causa de danos. O calor extremo, aliado a equipamentos antigos ou a adaptadores sobrecarregados com carregadores e aparelhos permanentemente ligados, pode provocar um curto-circuito. Basta uma falha para que uma faísca se transforme num incêndio. Quantos de nós já saíram deixando o carregador do computador na tomada, sem pensar duas vezes?

Depois, há a água. As tubagens, expostas a picos de temperatura, sofrem dilatações. Uma pequena fresta pode transformar-se numa rotura. A água que escapa durante horas, sem ninguém para a ouvir, pode destruir pavimentos e infiltrar-se em andares inferiores. É um cenário que parece distante, mas que acontece com frequência. Muitas vezes, só tomamos consciência quando um vizinho nos liga, angustiado, a perguntar se sabemos que está a sair água pela porta de casa.

E, no entanto, continuamos a tratar a prevenção como uma perda de tempo. Temos a perceção errada de que "o seguro é para quando a casa arde" ou "alguém arromba a porta". Esta visão redutora deixa de fora a maioria dos incidentes quotidianos. O seguro multirriscos habitação não é apenas um salva-vidas para grandes dramas, sendo antes um escudo para os pequenos e médios imprevistos. Mas a verdadeira questão, antes de partirmos, não é tanto o que o seguro cobre, mas sim se fizemos tudo para evitar que ele fosse accionado.

Esta é a altura de quebrar mitos. Um dos mais comuns é o de que "não acontece nada se fechar o quadro elétrico". Sim, é uma excelente medida, mas a realidade é que há equipamentos, como frigoríficos ou alarmes, que precisam de estar ligados. O que importa é assegurar que o que fica ligado está em perfeitas condições. Outra ideia errada: achar que o seguro cobre tudo automaticamente. Mais do que decorar cláusulas, é perceber que a melhor forma de usar um seguro é não precisar dele. E para isso, a prevenção é a nossa melhor ferramenta.

Aqui, o papel de um corretor torna-se fundamental. Não para vender um produto, mas para nos lembrar, com a sua experiência, daquilo que, na pressa, tendemos a esquecer. A SABSEG tem precisamente essa função: ser essa ponte entre a nossa distração e a nossa proteção. Num mundo onde a informação é abundante, mas a atenção é escassa, contar com quem nos ajuda a pensar no que falta e a sugerir os passos certos antes de partir faz toda a diferença.

Por isso, este verão, antes de fechar a porta, faça uma pausa de cinco minutos. Verifique se os eletrodomésticos mais antigos estão desligados, feche a torneira do gás e da água, se possível, e confirme se as janelas estão bem fechadas, para evitar chuva e calor excessivo. Depois, acima de tudo, tenha a certeza de que o seu seguro está atualizado.

As férias são para descansar, e a cabeça só descansa verdadeiramente quando sabemos que o nosso lar está seguro, mesmo na nossa ausência. Deixe a sua casa protegida. É o melhor presente que pode dar a si mesmo antes de partir.