Há decisões que tomamos uma vez para esquecermos logo depois e o seguro de saúde é uma delas. Contratámos aquele seguro quando os filhos eram pequenos, quando éramos mais novos, quando a vida tinha outro ritmo, e, a partir daí, ficou assim mesmo. Todos os meses sai o débito e raramente voltamos a olhar para aquilo com atenção.
Dirão muitos que não há problema com isso, só que as famílias mudam e as necessidades de saúde mudam com elas. O bebé que dava consultas de rotina é hoje um adolescente que joga futebol e torce o tornozelo duas vezes por época. O casal que raramente ia ao médico tem agora consultas de especialidade a cada trimestre. Os avós passaram a viver mais perto, ou mais longe. Pelo meio surgiu uma gravidez, uma cirurgia, uma doença que obrigou a olhar para a saúde de outra forma.
Entretanto, o seguro ficou igual. Cobre o que cobria, com a rede que tinha, com o capital que fazia sentido há oito ou dez anos. Pois é aqui que surge a pergunta incómoda: continua a ser o seguro certo para a sua família?
Muitas pessoas assumem que sim, porque nunca lhes faltou nada. Mas "nunca faltou" não é o mesmo que "está adequado". A verdade é que há famílias que descobriram, no momento menos oportuno, que determinada especialidade não estava incluída, que a rede tinha mudado na sua zona ou que os limites anuais já tinham sido atingidos. E a descoberta não aconteceu por má-fé de ninguém, mas simplesmente porque ninguém reviu antes a realidade atual.
Há também quem mantenha dois seguros sobrepostos, herdados de empregos anteriores, e pague por proteções que já não fazem sentido, tal como há quem tenha optado por um seguro mais barato numa fase difícil e nunca voltou a ajustá-lo quando a situação melhorou.
Por tudo isto, há que ter consciência de que rever um seguro existente não é sinónimo de desconfiança do mesmo. É antes olhar para ele com os olhos de hoje, ver quem está coberto, com que idade, que cuidados são precisos, que despesas apareceram no último ano, o que mudou na rede. Em suma, é confirmar antes de precisar e não depois.
Este é um trabalho que se faz bem com quem conhece o mercado e o histórico da família. Um corretor atento faz perguntas que não nos ocorrem, sinaliza alterações na rede, compara alternativas e ajuda a decidir sem pressa. Na SABSEG são acompanhados os clientes precisamente nesta lógica: perceber o que mudou na vida antes de olhar para o contrato. Não para vender outro, mas para confirmar se o atual continua a servir.
Se há mais de três anos que não olha para o seu seguro de saúde, este é um bom momento para o fazer. Não porque algo esteja errado, mas porque a sua família já não é a mesma desde que o contratou.

















