A capital norueguesa decidiu apertar as regras sobre a utilização de tecnologia nas escolas. Oslo proibiu o uso de óculos inteligentes e equipados com inteligência artificial durante todo o horário escolar e em todos os níveis de ensino. A decisão é justificada sobretudo por preocupações com a privacidade de alunos e professores.

Os dispositivos, como os óculos inteligentes da Meta, podem incorporar câmaras e microfones, permitindo tirar fotografias, gravar vídeos e áudio, fazer chamadas, traduzir informação ou interagir com assistentes de inteligência artificial. A possibilidade de captar imagens sem que as pessoas em redor percebam que estão a ser filmadas está no centro da polémica.

“Em Oslo, recusamo-nos a deixar que as nossas crianças se tornem figurantes na recolha de dados da Meta”, afirmou a responsável pela Educação no município e dirigente do Partido Conservador, Julie Remen Midtgarden. A autarca considera que está em causa um produto concebido de forma a dificultar a perceção de que o utilizador está a gravar outras pessoas.

Midtgarden pressiona agora o governo norueguês para avançar com legislação nacional, lembrando que uma proibição escolar não impede a utilização destes equipamentos nos transportes públicos, instalações desportivas ou outros espaços: “Oslo assumiu a responsabilidade. Agora é a vez do governo.”

O executivo nórdico já admitiu endurecer a regulamentação. A ministra da Digitalização, Karianne Tung, anunciou a criação de um grupo de especialistas e colocou mesmo em cima da mesa a proibição de funções como o reconhecimento facial de terceiros em espaços públicos.