Patrick Drahi, dono da Altice e da MEO em Portugal, enfrenta uma nova batalha judicial nos Estados Unidos, depois de vários dos seus principais credores o acusarem de ter transferido ilegalmente ativos avaliados em milhares de milhões de euros para empresas fora do seu alcance, como foi, por exemplo, o caso da Altice Portugal.
Segundo o Financial Times, fundos como a Elliott Management, Sona Asset Management e Arini Capital Management avançaram com uma ação no Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque, contestando operações realizadas pelo empresário franco-israelita, num grupo que acumula dívidas gigantescas.
Em causa estão cerca de oito mil milhões de euros de créditos e, sobretudo, a decisão de Drahi de retirar a Altice Portugal, proprietária da MEO, e a operação da República Dominicana do conjunto de ativos que poderiam servir de garantia aos credores, sendo que estas duas empresas representam aproximadamente 80 por cento dos lucros da Altice International, o que torna a operação particularmente controversa.
Os credores acusam Drahi de ter transferido fraudulentamente milhares de milhões para entidades que continua a controlar, protegendo o seu património em prejuízo de quem financiou o grupo, o que inevitavelmente levou a que a pressão judicial aumenta depois de, em setembro, outros credores norte-americanos, incluindo a Apollo e a Oaktree, terem avançado com acusações semelhantes.
Recorde-se que o ‘império Drahi’ chegou a acumular mais de 60 mil milhões de dólares de dívida, construída durante os anos de financiamento barato, sendo que esta situação ganha particular relevância em Portugal, onde a MEO continua a ser, apesar da quebra dos resultados, um dos ativos mais valiosos do universo Altice.

















