Dez dispositivos com aparência de peluche estão a ser testados num lar de idosos em Hamburgo, na Alemanha. Os Moflin reagem ao toque e aos sons através de movimentos e ruídos, procurando proporcionar conforto e companhia aos residentes.

Um peluche com Inteligência Artificial (IA) está a ser utilizado num lar de idosos na Alemanha para ajudar a combater a solidão e promover o bem-estar emocional. Os dispositivos, denominados por Moflin, estão a ser testados por 10 residentes de uma instituição em Hamburgo.

Apesar da aparência de um brinquedo convencional, os equipamentos possuem tecnologia que lhes permite reagir a estímulos sonoros e ao contato físico. Não falam, mas emitem sons e movimentam a cabeça em resposta ao ambiente que os rodeia.

Segundo um responsável pelo projeto, citado em declarações à SIC Notícias, a interação com os dispositivos já está a produzir mudanças no comportamento de alguns residentes, que demonstram maior atenção e disponibilidade para comunicar.

A utilização de robôs na área dos cuidados a idosos não é uma novidade, mas a procura por soluções deste género poderá aumentar. A falta de profissionais e o crescimento das necessidades de acompanhamento emocional são alguns dos fatores que contribuem para o interesse nestas tecnologias.

Harald Steinhövel, de 89 anos, é um dos idosos que encontrou companhia num destes dispositivos, ao qual deu o nome de Wuschel. Apesar de reconhecer que não se trata de um ser vivo, o residente considera que a presença do peluche ajuda a distrair das dores e dos desconfortos do dia a dia.

A experiência mostra como dispositivos com IA podem ser utilizados como complemento ao acompanhamento dos idosos, embora não substituam a interação humana.