A Johnson & Johnson chegou a um acordo histórico para pagar cerca de 4,82 mil milhões de euros e encerrar uma das maiores batalhas judiciais da sua história, relacionada com alegações de que o famoso pó de talco para bebés provocou cancro do ovário em milhares de mulheres.

O acordo abrange cerca de 76 mil processos, entre ações apresentadas em tribunais federais e estaduais dos Estados Unidos, e poderá pôr fim a um litígio que se arrasta há cerca de uma década.

Os advogados das queixosas confirmaram o entendimento, que ainda terá de ser aceite por 95% das requerentes para se tornar definitivo.

Apesar do acordo, a Johnson & Johnson continua a negar qualquer responsabilidade. O vice-presidente de litígios da empresa, Erik Haas, garantiu que as acusações são "infundadas", mas explicou que a multinacional prefere encerrar o caso para se concentrar no desenvolvimento de medicamentos e dispositivos médicos.

A empresa já tinha resolvido anteriormente a maioria dos processos relacionados com alegações de que os produtos continham amianto e provocavam mesotelioma, um tipo raro de cancro.

Em 2023, a Johnson & Johnson deixou de vender o pó de talco para bebés em todo o mundo, após milhares de reclamações sobre a segurança do produto, cuja comercialização já tinha sido suspensa anteriormente nos Estados Unidos e no Canadá.

Com este acordo, a multinacional procura fechar definitivamente um dos casos judiciais mais mediáticos da sua história e virar a página de uma polémica que marcou a imagem da empresa durante anos.