A taxa de risco de pobreza em Portugal desceu para 15,4%, segundo o relatório 'Portugal, Balanço Social 2025'. No entanto, o documento sublinha que continuam a existir "fragilidades estruturais" ao nível regional, salarial e a nível de escolaridade.

O relatório elaborado por investigadores da Nova SBE mostra que, apesar da melhoria dos indicadores médios como o rendimento médio disponível, a pobreza continua particularmente elevada entre desempregados (42,6%), famílias monoparentais (35,1%) e pessoas com menor escolaridade. Só em 2024 havia cerca de 301 mil crianças pobres e 541 mil pessoas com mais de 65 anos em situação de pobreza.

As desigualdades regionais, também, registam valores significativos. Sendo que o Alentejo registava a taxa de pobreza mais elevada do País, com 17,9%, enquanto a Grande Lisboa apresentava a mais baixa, com 12,2%. Já os Açores e a Madeira destacavam-se pelos níveis mais elevados de privação material e social.

Quanto ao mercado de trabalho, este apresenta melhorias relativamente à taxa de desemprego, mas as diferenças salariais entre homens e mulheres persistem. O estudo indica que, por cada euro recebido por um homem, uma mulher ganha entre 57 e 72 cêntimos, consoante o nível de escolaridade.