Mais de 43 mil bebés foram submetidos ao 'teste do pezinho' em Portugal durante os primeiros seis meses de 2026, um aumento face ao mesmo período do ano passado.
Segundo dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), foram avaliados 43 mil 181 recém-nascidos entre janeiro e junho. Em igual período de 2025, o número tinha ficado nos 42 mil 250, o que representa uma subida de 931 bebés.
Lisboa liderou o número de nascimentos, com 13 mil 217 crianças rastreadas, seguindo-se o Porto, com 7 mil 733, Setúbal, com 3 mil 513, e Braga, com 3 mil 243.
No extremo oposto ficaram Bragança, com 263 recém-nascidos, Portalegre, com 272, Guarda, com 358, e Vila Real, com 445.
Janeiro foi o mês com mais bebés rastreados, num total de 7 mil 908, enquanto fevereiro registou o valor mais baixo, com 6 mil 593.
Os números confirmam a tendência de crescimento verificada em 2025, quando foram abrangidos 87 mil 708 recém-nascidos, o valor anual mais elevado da última década. Comparando apenas os primeiros semestres, Portugal registou mais 423 nascimentos do que em 2016.
O 'teste do pezinho' é realizado, preferencialmente, entre o terceiro e o sexto dia de vida, através da recolha de sangue no calcanhar do bebé. O rastreio permite detetar precocemente doenças genéticas e metabólicas, como a fenilcetonúria e o hipotiroidismo congénito, possibilitando o início rápido do tratamento.

















