O príncipe Harry, de 41 anos, vai deixar o conselho de administração da African Parks, organização dedicada à conservação da vida selvagem em África que esteve envolvida numa polémica relacionada com violações dos direitos humanos. A saída oficial do duque de Sussex deverá acontecer a 30 de setembro.
Harry mantém uma ligação à African Parks há cerca de uma década. O filho mais novo do rei Carlos III começou a colaborar com a organização em 2016, foi presidente entre 2017 e 2023 e, posteriormente, passou a integrar o conselho de administração.
A saída acontece depois de a ONG ter enfrentado acusações graves relacionadas com a atuação de funcionários no Parque Nacional de Odzala-Kokoua, na República do Congo. Foram denunciados casos de violência contra membros das comunidades locais, incluindo agressões, violações e tortura.
Após uma investigação, a African Parks reconheceu, em maio de 2025, que tinham ocorrido violações dos direitos humanos e admitiu falhas nos seus sistemas de proteção.
Apesar de abandonar o cargo, Harry continuará ligado à causa. "O duque continua profundamente comprometido com esta causa e continua a ser um firme defensor do trabalho da African Parks", garantiu a organização em comunicado.
Um porta-voz do duque de Sussex acrescentou que Harry "está orgulhoso" dos dez anos de colaboração e que "apoia plenamente o atual fortalecimento do seu conselho de administração".
A African Parks agradeceu ainda o trabalho desenvolvido pelo príncipe ao longo dos últimos anos, destacando o seu contributo para chamar a atenção internacional para a proteção da biodiversidade em África.
















