A Refinaria de Cabinda entrou numa fase decisiva para a estratégia de redução das importações de combustíveis de Angola. Entre março e julho, a unidade processou em média 15.750 barris de petróleo por dia, com uma produção acumulada próxima de 677 mil barris.
Segundo os dados divulgados, cerca de 43% dos derivados produzidos neste período já foram comercializados, com destaque para Jet A1, nafta e gasóleo. O projecto recebeu um investimento global de 473 milhões de dólares, dos quais 335 milhões resultaram de financiamento internacional e 138 milhões de capitais próprios da Sonangol.
Na primeira fase, a refinaria deverá atingir 30 mil barris por dia, metade da capacidade projectada de 60 mil barris diários quando a expansão estiver concluída. A unidade já criou 3.300 postos de trabalho directos e formou cerca de 700 quadros nacionais, com a ambição de alcançar cinco mil técnicos qualificados.
A Refinaria de Cabinda, uma parceria entre Sonangol e Gemcorp, integra ainda tecnologia de “zero flaring”, reduzindo a queima de gás. Angola prevê também novas refinarias no Lobito e no Soyo, numa aposta para reforçar a soberania energética e diminuir a factura das importações.
O sistema offshore de importação e exportação está igualmente na fase final de construção, abrindo caminho ao aumento das exportações de refinados.

















