Três concorrentes foram admitidos ao concurso público internacional para a gestão, exploração e manutenção do Terminal de Águas Profundas do Caio, em Cabinda.
A Africa Global Logistics (AGL), a Sogester e o consórcio MISG avançam agora no processo destinado a escolher o operador privado daquela infraestrutura estratégica.
A abertura e análise das propostas decorreu em Luanda. Segundo Janine Daniel, presidente da comissão indicada pelo ministro dos Transportes, esta fase serviu apenas para identificar as empresas habilitadas. A candidatura do MISG foi aceite sob condição, dispondo o consórcio de cinco dias úteis para entregar documentos em falta.
Construído com um investimento próximo dos 600 milhões de dólares, o Porto do Caio terá capacidade para movimentar cerca de 200 mil contentores e 2,1 milhões de toneladas de carga por ano. A concessão terá uma duração de 20 anos e será atribuída à proposta considerada economicamente mais vantajosa.
O projeto pretende reduzir o isolamento logístico de Cabinda, baixar os custos de transporte e transformar a província numa plataforma de distribuição para a África Central. Ainda não foram divulgados os valores apresentados, o calendário da decisão nem a data de entrada em funcionamento do terminal.

















