As obras da Refinaria do Lobito atingiram uma execução física de 26 por cento, depois de já terem absorvido um investimento de cerca de 1,6 mil milhões de dólares. A conclusão do empreendimento continua prevista para 2029, segundo o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Martins.
A futura unidade deverá produzir gasolina, gasóleo, gás de petróleo liquefeito e outros derivados, incluindo enxofre destinado a diferentes atividades industriais. Uma parte significativa dos equipamentos e estruturas de armazenamento encontra-se instalada, devendo as próximas fases incluir testes aos sistemas de tubagem e aos restantes componentes.
A Sonangol estuda ainda a construção de um complexo petroquímico, que deverá avançar depois da entrada em funcionamento da refinaria. O objetivo é aumentar a transformação local dos derivados e reduzir a importação de produtos que Angola pode passar a fabricar.
O desenvolvimento da obra está também a despertar o interesse de investidores e potenciais financiadores, incluindo bancos chineses, instituições financeiras angolanas e fundos internacionais.
A dimensão regional do projeto ficou evidente durante a visita do Presidente do Botswana, Duma Gideon Boko. Angola pretende que a refinaria abasteça não apenas o mercado nacional, mas também países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral. Articulada com o Porto do Lobito e o Caminho-de-Ferro de Benguela, a infraestrutura poderá transformar a região num importante centro energético, industrial e logístico.

















