As declarações contraditórias entre Marco Rubio e Paulo Rangel sobre a Base das Lajes abriram uma inesperada frente diplomática entre Lisboa e Washington e desencadearam fortes críticas de vários setores políticos e do chamado 'comentariado' ao posicionamento do governo português, mais concretamente ao ministro dos Negócios Estrangeiros.
O antigo ministro Miguel Relvas, num debate há pouco na CNN Portugal, acusou mesmo Paulo Rangel de ter "uma visão videirinha" da política externa portuguesa, preocupando-se mais em "querer agradar ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda do que capitalizar em a relação que possuímos com os Estados Unidos."
Relvas considerou que a reação do Executivo foi “mais defensiva do que estratégica”, acusando o governo de ter optado por um desmentido imediato às palavras do secretário de Estado norte-americano, sem procurar retirar dividendos políticos e diplomáticos da situação.
Para Relvas, Portugal perdeu uma oportunidade de reforçar o seu posicionamento atlântico junto dos Estados Unidos, num momento em que alguns dos parceiros europeus tradicionalmente mais influentes junto de Washington atravessam uma fase de menor protagonismo.
















