O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou esta quarta-feira que decidiu participar na cimeira do G7, que se realiza em Evian, nos Alpes franceses, entre os dias 15 e 16 de junho. A decisão surge como uma resposta direta à recente ameaça dos Estados Unidos da América de aplicar uma nova sobretaxa de 25% sobre os produtos brasileiros.

Inicialmente, o chefe de Estado brasileiro não planeava comparecer ao encontro das sete maiores economias do mundo. No entanto, durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, Lula da Silva justificou a mudança de planos face à necessidade de intervir no cenário internacional. "Eu nem ia ao G7, mas agora vou, porque é preciso alguém pôr ordem na casa", afirmou o governante, defendendo o fim do desmantelamento do multilateralismo, da democracia e a valorização das instituições globais.

O convite oficial foi feito pelo homólogo francês, Emmanuel Macron. Espera-se que, durante o evento na França, ocorra um encontro bilateral entre Lula da Silva e o Presidente norte-americano, Donald Trump, cujo Executivo avançou com o processo de tarifas com base em alegações de práticas comerciais desleais do Brasil relacionadas com comércio digital, propriedade intelectual e desflorestação ilegal.