A Rússia garante ter abatido um raro drone de reconhecimento da empresa portuguesa Tekever, utilizado pela Ucrânia, e anunciou que vai agora estudar a tecnologia do aparelho para analisar as suas capacidades.
Segundo a agência estatal russa Tass, o aparelho foi intercetado na região de Briansk por um batalhão especializado no combate a drones e será agora enviado para um instituto de investigação, onde especialistas irão analisar o seu design, especificações técnicas e soluções de engenharia. "Ficámos surpreendidos porque nunca tínhamos visto nada assim antes. Quando chegámos ao local, percebemos que se tratava de um drone de reconhecimento português", afirmou um comandante russo citado pela agência.
De acordo com os militares russos, a perseguição ao aparelho durou cerca de 30 minutos. O drone voava a uma altitude de aproximadamente 2,5 quilómetros e a uma velocidade entre os 90 e os 100 km/h, dificultando a sua interceção.
Apesar de ter sido abatido, as forças russas garantem que o AR3 ficou praticamente intacto, sofrendo apenas danos no motor, o que permitirá agora estudar a tecnologia desenvolvida pela empresa portuguesa.
A Tekever fornece drones à Ucrânia desde 2023, no âmbito do Fundo Internacional para a Ucrânia, liderado pelo Reino Unido. O modelo AR3 é utilizado em missões de reconhecimento de longa duração e pode permanecer no ar durante cerca de 16 horas.

















