O Governo mantém a previsão de que a dívida pública portuguesa desça para 87,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, apesar do aumento registado no segundo trimestre deste ano.
De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira, dia 3, pelo Banco de Portugal, a dívida pública na ótica de Maastricht, o indicador utilizado pelas instituições europeias, atingiu os 293,9 mil milhões de euros entre abril e junho, o equivalente a 92,9% do PIB.
Num comunicado divulgado após a publicação destes números, o Ministério das Finanças explica que esta subida resulta da acumulação de depósitos das Administrações Públicas, necessária para assegurar o cumprimento do calendário de amortizações da dívida.
O ministério liderado por Joaquim Miranda Sarmento, de 47 anos, destaca ainda que, excluindo esses depósitos, a dívida reduziu-se em 1,3 mil milhões de euros, fixando-se nos 262,5 mil milhões, o que corresponde a cerca de 83% do PIB.
Segundo as Finanças, a evolução da dívida refletiu um aumento global de 5,2 mil milhões de euros. Este crescimento resulta, por um lado, da subida de cerca de 500 milhões de euros nos depósitos, impulsionada sobretudo pelos Certificados de Aforro, e, por outro, do acréscimo de 4,7 mil milhões de euros em títulos de dívida, maioritariamente de longo prazo.
O Governo recorda ainda que, durante o mês de julho, Portugal liquidou uma emissão de Obrigações do Tesouro no valor de quase 10 mil milhões de euros, cujo vencimento ocorreu nesse período.
Apesar da evolução registada no segundo trimestre, o Executivo garante que mantém inalterada a meta apresentada à Comissão Europeia no relatório anual de progresso enviado em abril, apontando para uma redução do rácio da dívida pública para 87,5% do PIB no próximo ano.
Em 2025, a dívida pública representava 89,7% do PIB, ficando abaixo da fasquia dos 90% pela primeira vez em 16 anos.

















