Pedro Sánchez, de 54 anos, decidiu não marcar presença na receção oferecida esta terça-feira, dia 22, por Donald Trump (80) aos chefes das delegações presentes na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. A ausência acontece numa altura de tensão nas relações entre Espanha e os Estados Unidos, agravada pela crise migratória em Ceuta.
O primeiro-ministro espanhol recebeu o convite para o tradicional encontro promovido pelo presidente norte-americano, mas fontes do governo justificaram a ausência com "motivos de agenda". No entanto, o programa oficial de Sánchez não apresenta, à partida, qualquer compromisso para o período da tarde que coincida com a receção.
Apesar de não participar no encontro, Sánchez estará presente na abertura do debate geral da ONU, onde Trump também vai discursar. O espanhol deslocou-se a Nova Iorque com a crise de Ceuta entre os principais assuntos da agenda e pretende defender internacionalmente a política migratória seguida pelo seu governo.
A decisão surge depois de vários confrontos políticos entre Madrid e Washington. Trump criticou duramente a resposta espanhola à entrada de milhares de migrantes em Ceuta, chegando a classificar a situação como uma "invasão" e afirmando que Espanha "não sabe" como lidar com o problema.
Além da questão migratória, os dois governos têm protagonizado divergências relacionadas com os gastos espanhóis em Defesa e posições internacionais assumidas por Madrid.
A ausência de Sánchez não é, contudo, inédita. O chefe do Governo espanhol também não esteve na receção de Trump em 2025, quando o rei presidiu à delegação espanhola, nem na organizada por Joe Biden, em 2024. Em contrapartida, participou nas receções oferecidas por Trump em 2018 e 2019.
















