António José Seguro, de 64 anos, falou pela primeira vez sobre o caos na Educação e exigiu que nenhum estudante seja prejudicado pelas falhas técnicas e administrativas registadas na realização e classificação dos exames nacionais.
Numa mensagem divulgada após a reunião semanal com o primeiro-ministro, o Presidente da República reconheceu que os problemas das últimas semanas provocaram "uma compreensível preocupação e ansiedade" entre milhares de alunos, famílias e professores.
O chefe de Estado defendeu que, num momento decisivo para o futuro académico dos jovens, cabe ao Estado assegurar procedimentos rigorosos, previsíveis e capazes de transmitir confiança: "Quando surgem falhas ou atrasos, é essencial que sejam reconhecidos, explicados e resolvidos com a maior celeridade e ponderação."
Seguro pediu que seja garantida a igualdade entre todos os estudantes e que o concurso de acesso ao ensino superior decorra dentro da normalidade. O Presidente alertou ainda para a necessidade de retirar conclusões do sucedido, defendendo que a introdução de novas tecnologias deve ser acompanhada por mecanismos de prevenção e resposta eficazes.
A preocupação estende-se à segunda fase dos exames, que deverá decorrer sem a repetição dos constrangimentos verificados na primeira.
Na mesma mensagem, o Presidente da República destacou o trabalho dos professores e dos restantes profissionais das escolas, considerando que o respetivo empenho foi fundamental para ultrapassar as dificuldades.
"Nenhum aluno pode ser prejudicado por dificuldades de natureza técnica ou administrativa alheias ao seu esforço e mérito", reforçou, deixando uma mensagem de confiança e solidariedade aos estudantes que ainda aguardam pela conclusão do processo.
Para António José Seguro, este momento deve terminar com "justiça, rigor e respeito", sobretudo tendo em conta os sacrifícios realizados por muitos jovens e famílias ao longo do percurso escolar.

















