José Sócrates, de 68 anos, admitiu que perdeu 300 mil euros por ano em salários desde que foi detido, em novembro de 2014, no âmbito da 'Operação Marquês'. A informação, avançada pelo Correio da Manhã, é uma das alegações feita pelo antigo primeiro-ministro na ação judicial com que deu entrada em tribunal contra o Estado português.
Em causa está uma avença mensal de 12.500 euros paga por uma farmacêutica associada a Paulo Lalanda e Castro. Contudo, as escutas do processo indicam que um dos contratos não passava de uma ficção, já que a empresa era financiada por Carlos Santos Silva.
Relembre-se que, o antigo primeiro‑ministro conseguiu uma vitória apenas parcial mais de uma década após o início do inquérito: o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa decidiu condenar o Estado ao pagamento de 15 mil euros por violação do segredo de justiça, muito aquém dos 205 mil euros que este reclamava.

















