A SpaceX, empresa de Elon Musk, de 55 anos, está a preparar uma expansão da Starlink que poderá colocá-la em concorrência direta com gigantes das telecomunicações norte-americanas, como a Verizon, a T-Mobile e a AT&T.
O projeto passa pela utilização de frequências de baixa banda, através de licenças adquiridas pela empresa. Este recurso poderá melhorar a cobertura da Internet por satélite em espaços interiores, ultrapassando algumas das limitações atuais do serviço, que funciona de forma mais eficaz em locais com acesso desimpedido ao céu.
A concretização dos planos depende, contudo, da aprovação da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC). Caso receba luz verde, a SpaceX pretende combinar a sua rede de satélites com infraestruturas terrestres, criando um sistema de comunicações capaz de oferecer cobertura em mais locais.
A empresa defende que a combinação das frequências adquiridas com os satélites de segunda geração da Starlink permitirá desenvolver uma rede móvel com ligação tanto espacial como terrestre. O objetivo é garantir conectividade dentro e fora de edifícios, incluindo em zonas onde as redes móveis convencionais não chegam.
A Starlink já disponibiliza Internet por satélite a milhões de clientes nos Estados Unidos e noutros países. A entrada no mercado móvel representaria, por isso, uma nova etapa na estratégia da SpaceX, que procura alargar a oferta para além do acesso à Internet de banda larga.

















