A Lua nova acontece este sábado, dia 10, às 16:50 de Lisboa, e deixa o céu sem luar durante o fim de semana, nas melhores noites do mês para observar estrelas. A data coincide com o último dia de atividade das Dracónidas, a chuva de meteoros que teve o pico na noite de quinta para sexta-feira.
As Dracónidas são uma chuva modesta, com cerca de cinco meteoros por hora em condições ideais, e não há previsão de atividade reforçada para este ano. Têm, no entanto, fama de imprevisíveis e já produziram verdadeiras tempestades de meteoros no passado.
Ao contrário da maioria das chuvas de estrelas, que obrigam a madrugar, as Dracónidas veem-se melhor logo ao início da noite. É nessa altura que a constelação do Dragão, de onde os meteoros parecem partir, está mais alta no céu.
A Organização Internacional de Meteoros descreve as condições de 2026 como perfeitas, sem luar durante todo o período de atividade. É o oposto do que aconteceu em 2025, quando a Lua cheia ofuscou a maior parte dos meteoros.
Para observar, o conselho é o habitual: procurar um local o mais escuro possível, longe das luzes das cidades, e olhar para o céu com tempo. As Dracónidas nascem dos detritos deixados pelo cometa 21P/Giacobini-Zinner.
Quem perder este fim de semana tem nova oportunidade a 21 e 22 de outubro, com o pico das Oriónidas, associadas ao cometa Halley. Nessa altura a Lua já estará a caminho da fase cheia, que ocorre a 26, e vai dificultar a observação.

















