Os automóveis elétricos vão passar a cumprir exigências mínimas de durabilidade das baterias ao abrigo da norma Euro 7. A regulamentação europeia alarga o controlo ambiental para além dos gases de escape, abrangendo também partículas libertadas pelos travões e desgaste dos pneus.

Nos ligeiros de passageiros elétricos e híbridos plug-in, as baterias deverão conservar pelo menos 80% da capacidade inicial até cinco anos ou 100 mil quilómetros, consoante o que ocorrer primeiro. Na fase seguinte, até oito anos ou 160 mil quilómetros, o patamar mínimo será de 72%.

A mudança tem consequências para quem compra: a degradação da bateria condiciona a autonomia e influencia o valor de revenda. Ao estabelecer uma referência de durabilidade, a legislação poderá ajudar a dar maior previsibilidade à compra de elétricos usados, um mercado em que o estado da bateria é decisivo.

Os híbridos plug-in acumulam exigências. Além dos requisitos aplicáveis às baterias, continuam sujeitos às regras relativas às emissões do motor de combustão e às partículas dos travões e pneus.

A aplicação será faseada: a Euro 7 começa a abranger novos tipos de automóveis e comerciais ligeiros em 29 de novembro de 2026, estendendo-se, um ano depois, aos novos veículos destas categorias.

Para os consumidores, a transformação será gradual. Para os fabricantes, o desafio passa por desenvolver automóveis que mantenham o desempenho ambiental durante mais tempo, incluindo os que não emitem gases pelo escape.