Durante décadas, as empresas preocuparam-se em aparecer no topo das pesquisas do Google. A marca de bijuteria de luxo Swarovski prepara-se agora para uma nova batalha: garantir que o ChatGPT e outros sistemas de inteligência artificial recomendam os seus produtos quando um consumidor pergunta que joia deve comprar.

O diretor comercial global da empresa, Kolja Kiofsky, explica ao jornal brasileiro Valor Econômico que a fabricante austríaca está a reorganizar a presença digital para uma era em que agentes de IA poderão pesquisar produtos, comparar preços e até comprar em nome do cliente.

A empresa desenvolve também ferramentas próprias. Uma delas permitirá ao consumidor enviar uma fotografia da roupa que pretende usar e receber sugestões automáticas de acessórios Swarovski.

A aposta surge num momento de transformação da marca. Depois de ter levado demasiado longe uma estratégia de ‘luxurização’, segundo o próprio CEO Alexis Nasard, as vendas encontram-se ainda 41,5 poer cento abaixo do pico de 3,37 mil milhões de euros registado há cerca de uma década.

É caso para dizer que depois dos diamantes serem “os melhores amigos das mulheres”, como dizia a velha canção, a Swarovski procura agora um novo melhor amigo: o algoritmo.