A corrida à inteligência artificial poderá produzir a maior entrada em bolsa de sempre. Investidores da Anthropic trabalham com a possibilidade de a empresa responsável pelo Claude realizar ainda este outono uma oferta pública inicial que a avalie em mais de 1,7 mil milhões de euros.
Segundo o Financial Times, o enorme crescimento das receitas está a alimentar expectativas de que a companhia possa mais do que duplicar a avaliação obtida nas últimas rondas privadas de financiamento. Uma operação desta dimensão ultrapassaria os maiores IPO tecnológicos até hoje realizados e funcionaria como um verdadeiro teste à confiança dos mercados na revolução da inteligência artificial.
A Anthropic disputa diretamente com a OpenAI, Google e outros gigantes tecnológicos o desenvolvimento dos modelos mais avançados. Para sustentar essa corrida, estas empresas necessitam de investimentos gigantescos em chips, centros de dados, energia e investigadores, sendo que é precisamente aí que surgem as dúvidas. Apesar do crescimento explosivo da faturação, os custos permanecem igualmente extraordinários e ainda não está provado que os atuais níveis de investimento consigam gerar lucros sustentáveis.
O mercado terá, portanto, de decidir se está perante uma nova geração de empresas comparável à internet no início do século — ou perante avaliações que antecipam demasiado cedo receitas futuras.
Um IPO de dois biliões transformaria a Anthropic não apenas numa gigante tecnológica, mas num dos ativos empresariais mais valiosos do planeta.
















