A família de Sofia, a menina de 18 meses que morreu depois de ter permanecido cerca de sete horas esquecida no interior de uma viatura de transporte de um colégio, em Almada, exige respostas para a sucessão de falhas que culminou na tragédia.
A avó da criança descreveu o sofrimento vivido pelos pais, em declarações ao Correio da Manhã, e revelou que a mãe "apagou-se" no quarto quando regressou a casa, enquanto o pai foi o último a despedir-se da filha com um beijo.
Segundo a família, Sofia foi entregue, como habitualmente, à funcionária responsável pelo transporte para a creche, por volta das 08:00. No entanto, a criança nunca chegou a entrar nas instalações e permaneceu no interior da viatura até ser encontrada, já sem sinais de vida, apenas quando a mãe se deslocou ao colégio para a ir buscar, ao final da tarde.
Apesar das manobras de reanimação efetuadas pelos meios de socorro, o óbito foi declarado no local.
"Não conseguimos aceitar nem perceber", afirmou a avó, questionando como foi possível que ninguém tivesse detetado a ausência da menina ao longo de todo o dia.
A família reclama o apuramento de responsabilidades e considera incompreensível a falha dos procedimentos de controlo da entrada das crianças na instituição.
A Polícia Judiciária investiga as circunstâncias da morte e procura determinar eventuais responsabilidades criminais. Também a Câmara Municipal de Almada anunciou diligências para apurar os factos, enquanto a instituição assegurou estar a colaborar com as autoridades.















