Tyra Banks, de 52 anos, avançou com um processo judicial contra a Netflix na sequência da sua participação no documentário ‘Reality Check: Inside America’s Next Top Model’, alegando que a produção apresenta uma versão “distorcida e difamatória” da sua imagem.
De acordo com a revista People, a apresentadora e ex-modelo norte-americana sustenta que a sua intervenção foi editada de forma seletiva, com o objetivo de construir uma narrativa falsa.
“Tyra Banks participou da série documental da Netflix, ‘America's Next Top Model’ ('ANTM'), porque acreditava que os telespectadores mereciam uma conversa franca sobre o legado do programa – os seus sucessos e as suas falhas”, lê-se na queixa apresentada. O documento acrescenta ainda que a intenção da artista era assumir responsabilidade por aspetos do formato, mas sempre com transparência sobre o seu papel.
A defesa de Banks afirma que a entrevista concedida, com duração de cerca de três horas e meia, terá sido reduzida a apenas 16 minutos, com excertos “descontextualizados e remontados para sustentar uma narrativa falsa e difamatória, sem relação com o que ela realmente disse”. O processo sublinha ainda que a produção foi vendida ao público como uma série documental, reforçando: “O género importa. Os espectadores de um documentário não esperam drama fabricado ou narrativas construídas. Eles esperam factos.”
Entre as alegações, Tyra Banks contesta ainda a forma como foram apresentados episódios controversos do programa ‘America’s Next Top Model’, incluindo referências a comportamentos de concorrentes e decisões de produção. Segundo o processo, “a implicação é devastadora e deliberada”, nomeadamente ao sugerir que a apresentadora teria ignorado ou não se recordaria de situações sensíveis ocorridas no programa.
A queixa inclui também críticas à forma como a série abordou a relação da apresentadora com antigos concorrentes e membros da equipa, nomeadamente no que diz respeito a contactos após problemas de saúde de alguns intervenientes. Banks afirma que estes elementos foram apresentados sem contexto, omitindo mensagens e trocas de comunicação que, segundo a sua versão, contrariam a narrativa exibida.
Em resposta, a apresentadora acusa a Netflix e as produtoras envolvidas de terem construído uma representação “enganadora”, alegando que sofreu prejuízos profissionais e danos reputacionais, bem como “angústia mental significativa”, e pede um julgamento por júri para determinação de indemnização.
A Netflix e as restantes entidades referidas no processo ainda não reagiram publicamente às acusações.
O documentário em causa recupera a história de ‘America’s Next Top Model’, formato que Tyra Banks apresentou ao longo de mais de duas décadas e que se tornou um fenómeno global da televisão, embora também tenha sido alvo de críticas ao longo dos anos por parte de antigas concorrentes e elementos da produção.
















