Wagner Moura, de 50 anos, regressa esta sexta-feira, dia 3, aos palcos com a estreia de 'Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo, de Henrik Ibsen', no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. O espetáculo, criado em conjunto com a encenadora brasileira Christiane Jatahy, promete surpreender o público ao colocá-lo no centro da ação.
Inspirada no clássico de Henrik Ibsen, a peça não é uma adaptação da obra original, mas antes uma continuação imaginada para os dias de hoje. Segundo Christiane Jatahy, cerca de 95% do texto é inédito, recuperando apenas alguns elementos da peça escrita pelo dramaturgo norueguês.
O grande destaque vai para a participação dos espectadores. À entrada da sala, 50 pessoas podem candidatar-se a integrar um júri e, por sorteio, 11 são chamadas ao palco para decidir o destino da personagem interpretada por Wagner Moura. Ao longo da peça, escrevem perguntas, às quais o ator responde em improviso, culminando numa votação secreta que determina se Thomas Stockmann é ou não "um inimigo do povo".
Além de refletir sobre temas como a desinformação, a liberdade de expressão, a política, a ciência e a democracia, o espetáculo assinala o regresso de Wagner Moura ao teatro, 17 anos depois da sua última peça, 'Hamlet', em 2009.
"O teatro é um compromisso muito importante, muito sagrado para mim. Só volto quando um projeto me mobiliza verdadeiramente", afirmou o ator, que iniciou a carreira precisamente nos palcos, em Salvador da Bahia.
Reconhecido internacionalmente pela interpretação de Pablo Escobar na série 'Narcos', da Netflix, Wagner Moura conquistou no ano passado o prémio de Melhor Ator no Festival de Cannes pelo filme 'O Agente Secreto', distinção que lhe valeu também um Globo de Ouro e uma nomeação para os Óscares.
A peça estará em cena no CCB entre sexta-feira, 3, e domingo, 5, e as sessões encontram-se praticamente esgotadas.

















