Onze dias após o duplo sismo que devastou a Venezuela, a tragédia continua a agravar-se. As autoridades elevaram para 3.342 o número de mortos e para 16.740 o de feridos, enquanto a presidente interina, Delcy Rodríguez, de 57 anos, apela ao levantamento das sanções internacionais para acelerar a reconstrução do país. Entre as vítimas mortais estão 95 portugueses e lusodescendentes, mantendo-se ainda 58 desaparecidos ou sem contacto.
Com milhares de pessoas ainda desalojadas e vastas zonas reduzidas a escombros, a Venezuela enfrenta uma das maiores catástrofes naturais da sua história recente. As operações de busca e resgate prosseguem, embora as esperanças de encontrar sobreviventes diminuam à medida que passam os dias.
Perante a dimensão da crise, Delcy Rodríguez defendeu a suspensão das sanções internacionais impostas ao país, considerando que essa medida permitiria desbloquear recursos financeiros essenciais para reforçar a resposta de emergência e acelerar a reconstrução das áreas mais afetadas.
O governo venezuelano anunciou um pacote de medidas de apoio às famílias atingidas, que inclui subsídios mensais, um fundo especial para a reconstrução de habitações e infraestruturas, além de linhas de crédito destinadas aos afetados. Em paralelo, decorrem trabalhos de reparação de estradas, pontes, redes de abastecimento e telecomunicações nas regiões mais castigadas pelos sismos.
No terreno continuam mobilizadas equipas de vários países, incluindo Portugal. A missão lusa mantém a sua base de operações em La Guaira, uma das zonas com maior comunidade luso-venezuelana e das mais devastadas pela tragédia, colaborando nas operações de busca, assistência às vítimas e recuperação das áreas afetadas.
Os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram a 24 de junho, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, agravando a destruição e dificultando os trabalhos de socorro. A dimensão da tragédia continua a chocar o país e a comunidade internacional.
















