O Chega encomendou uma nova sondagem dias antes da votação da reforma laboral, cujos resultados mostravam que a maioria dos inquiridos defendia que o partido deveria rejeitar as alterações propostas pelo Governo caso as suas exigências não fossem aceites. Segundo avança o Público, o estudo, depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) na manhã de 16 de junho, avaliou ainda outras propostas do partido, como a privatização da RTP e a criação de um teto máximo para as pensões.

Os participantes foram questionados sobre a posição que o Chega deveria adotar se o Executivo recusasse medidas como a redução da idade da reforma para os 65 anos e a reposição dos dias de férias. 47% responderam que o partido deveria "reprovar a reforma laboral, mantendo a sua posição", enquanto 37% defenderam que deveria aprovar a proposta do Governo mesmo sem essas alterações. Os restantes 16% disseram não saber ou preferiram não responder.

Ainda de acordo com o jornal, apenas os eleitores do Bloco de Esquerda, CDU e PAN se mostraram mais favoráveis ao chumbo da reforma laboral do que os próprios eleitores do Chega. A sondagem avaliou também a proposta de fixar um teto máximo de 4.500 euros para as pensões de reforma, registando uma aceitação de 66% dos inquiridos. Já 23% disseram discordar da medida, enquanto 11% não responderam.