O número de portugueses e lusodescendentes que perderam a vida na sequência dos fortes sismos que atingiram a Venezuela aumentou para 36, segundo o mais recente balanço divulgado este sábado, dia 27, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

De acordo com o Governo, continuam ainda 91 portugueses ou lusodescendentes desaparecidos ou sem contacto, dos quais 49 são homens e 42 mulheres. Em contrapartida, 44 cidadãos já foram localizados.

Entre as vítimas mortais confirmadas encontram-se 31 adultos e cinco crianças. O MNE esclarece que 29 das vítimas são lusodescendentes, seis têm nacionalidade portuguesa e uma adquiriu a nacionalidade portuguesa por casamento. O balanço anterior apontava para 32 mortos.

Entretanto, a missão portuguesa de apoio às operações de socorro já chegou ao país sul-americano. Os dois aviões da Força Aérea aterraram em Maiquetía, nas proximidades de La Guaira, uma das zonas mais afetadas pela tragédia.

A operação mobiliza 64 elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), dos Sapadores Bombeiros de Lisboa e do INEM. Segundo o MNE, esta força reúne "capacidades especializadas em operações de busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência".

Além das equipas de intervenção, seguiram igualmente cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, incluindo "equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores e bens alimentares", destinados a apoiar as populações afetadas.

Na sexta-feira, o segundo comandante nacional da ANEPC, José Ribeiro, destacou que os operacionais portugueses têm "muita experiência" em missões de resposta a sismos. A missão foi planeada para uma duração de dez dias, com mais dois dias de reserva, em linha com o dispositivo internacional destacado para o terreno.

Segundo o balanço oficial mais recente das autoridades venezuelanas, os dois sismos registados na quarta-feira provocaram pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos. As Nações Unidas estimam ainda que existam mais de 50 mil desaparecidos. Portugal integra o grupo de oito países da União Europeia que enviaram equipas de busca e salvamento para apoiar as operações, numa tragédia que deixou dezenas de edifícios destruídos ou gravemente danificados, sobretudo em Caracas e na região de La Guaira.

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