Márcio Canella, presidente do União Brasil no estado do Rio de Janeiro, foi detido esta terça-feira pela Polícia Federal durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. O político, identificado com a direita brasileira e aliado do senador Flávio Bolsonaro, era alvo de um mandado de busca e apreensão quando os agentes encontraram um fuzil calibre .556, cuja posse é investigada pelas autoridades. A arma levou à sua detenção em flagrante por alegado porte ilegal de arma de fogo.
A operação da Polícia Federal tem como objetivo desmantelar um alegado esquema de branqueamento de capitais ligado a uma rede de postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o grupo suspeito terá movimentado cerca de 7,6 mil milhões de reais ao longo dos últimos seis anos. O inquérito baseia-se, entre outros elementos, em informações produzidas pelo Conselho de Controlo de Atividades Financeiras (Coaf).
Nesta sexta fase da operação, a Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em vários municípios do estado do Rio de Janeiro. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores e a suspensão das actividades económicas de empresas alegadamente ligadas aos investigados. Durante as diligências, os agentes apreenderam dinheiro em numerário, relógios de luxo, veículos de elevado valor e armas.
Márcio Canella é uma figura conhecida da política fluminense. Foi presidente da Câmara Municipal e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Belford Roxo, além de exercer o cargo de prefeito do município. Nos últimos anos, aproximou-se politicamente do antigo Presidente Jair Bolsonaro e da família Bolsonaro, tornando-se um aliado de Flávio Bolsonaro e uma das principais lideranças do União Brasil no estado.
Além de Canella, a operação também teve como alvo outras pessoas suspeitas de integrar a alegada organização criminosa, incluindo o ex-secretário de Estado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Amim. A Polícia Federal afirma que as investigações prosseguem para apurar a eventual prática de crimes como organização criminosa, branqueamento de capitais e outros ilícitos financeiros.
Fotos: ALERJ/Senado Federal
















