Os estudantes portugueses estão entre os que beneficiam de férias escolares de verão mais prolongadas na Europa. No ensino secundário, a interrupção pode atingir 15 semanas, mais do dobro das seis semanas habitualmente concedidas aos alunos alemães.
A diferença resulta da organização do calendário escolar e da data de conclusão das aulas, que varia consoante o nível de ensino. Os alunos dos anos sujeitos a exames nacionais terminam mais cedo, prolongando ainda mais a pausa até ao início do novo ano letivo.
Especialistas alertam para os efeitos de uma interrupção tão longa. A ausência de rotinas escolares pode acentuar desigualdades, uma vez que as famílias com mais recursos asseguram atividades, viagens e apoio educativo, enquanto outras crianças passam grande parte das férias sem acompanhamento. Há também risco de perda de conhecimentos e maior dificuldade no regresso às aulas.
Diretores e associações defendem uma reflexão sobre o calendário, admitindo férias de verão mais curtas e pausas distribuídas ao longo do ano. Qualquer alteração terá, contudo, de considerar o clima, os exames, as condições das escolas e a organização da vida familiar.

















